Escassez de insumos e clima afetam pastagens; conheça alternativas para contornar situação

O ano de 2021 tem sido desafiador para os pecuaristas, especialmente quando se trata de pastagem. 

De acordo com o engenheiro agrônomo e gerente nacional de pecuária da Oro Agri, Ricardo Frugis, uma série de fatores tem gerado uma falta generalizada de fertilizantes de base. “É uma conjuntura, nós temos a falta de princípios ativos que vem da China, a Covid-19, a redução de jornada em algumas indústrias chinesas, o aumento nos fretes marítimos, os atrasos”, explica. 

Segundo Frugis, neste cenário, existem estratégias para o pecuarista tirar comida do pasto dele, já que é o alimento disponível mais barato que ele tem.

“Uma delas é o manejo de pastagem, o pecuarista tem que regular a entrada e saída do gado, respeitar o tipo de capim, também existem outros produtos além dos fertilizantes de base, como o adubo foliar, que tem aumentado muito nos últimos anos”, conta. 

Segundo o engenheiro agrônomo, uma forma encontrada para acelerar a rebrota dos pastos, aproveitando-se do início de estabilidade das chuvas, tem sido o uso de adubos foliares, que ainda possuem boa oferta no mercado. Os bioestimulantes presentes nestes produtos favorecem o crescimento das folhas e das raízes, otimizando a absorção de nutrientes pelo capim.

“A adubação foliar é uma tecnologia complementar à adubação de base, uma não substitui a outra, mas como o cenário é desfavorável para aquisição de fertilizantes sólidos, o adubo foliar pode ajudar a melhorar a recuperação e a aumentar a produtividade da pastagem enquanto a situação não se normaliza”, explica.

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